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  MORTANDADE DE FILHOTES NO NINHO

 

    Tenho pesquisado e pude observar novas correntes de pensamento que não acreditam que a principal causa sejam as famosas bactérias E. Colli e Salmonela (largamente combatidas com Clavulim na papinha), vejam opinião do renomado criador espanhol I.Bellver:

 

  "Descobrir isto me custou anos de tentativas frustrantes.

 

  A causa da maioria das mortes é, sem dúvida, a falta de água ou de liquidos para digerir a ração e as massas atuais, na maioria muito ricas e indigestas.

Longe estão em que nossos avós criavam de forma natural, com semente de cardo, pão duro amadurecido, alpiste e maçãs.

 

  Na primeira semana de vida os filhotes duplicam seu peso cada dia, e 75% compôe-se de água.

 

 Os três primeiros dias passam sem incidente algum. No quarto ou quinto dia começam a  perder peso. Encontram-se menores que no dia anterior. Começa o retrocesso. As gorduras acumuladas em torno da cintura dasaparecem rapidamente. A cor se  torna avermelhada.

 

 Pedem insistentemente por comida. Não é isto que precisam, mas sim água. No dia seguinte não tem forças para levantar a cabeça.

 

 A mãe insiste em dar-lhes comida, eles não reagem, não podem levantar a cabeça. A fêmea ante a negativa se deita sobre eles. Não podendo digerir a comida adoece por indigestão.

 

 O ninho começa a molhar-se, pois os excrementos são liquidos e a fêmea não pode limpa-los. É então quando atacam as bactérias Coli e Salmonelas sem que nada se possa fazer, pois os filhotes estão muito debilitados, e tudo ocorre no espaço de dois dias.

 

 Esta sintomatologia é evidenciada quando a fêmea salto do ninho e sua barriga está úmida e suja. Sempre se disse que a fêmea suava sobre os filhotes e esses morriam, quando na realidade são os excrementos destes mais a febre o suor que sujam a barriga da fêmea.

 

 Uma observação lógica de que esses filhotes não estavam doentes é a seguinte:

 

 Se estivessem contaminados por alguma bactéria a maioria haveria de morrer dentro dos ovos ou nos dois dias seguintes ao nascimento.

 

 Quase sempre atribuímos ao azar as bactérias responsabilizando-as por todos os males. Se tivéssemos nos preocupado mais com os devidos cuidados dos reprodutores, não existiria a maioria dos problemas.

 

  COMO FORNECER LIQUIDO NECESSÁRIO AOS FILHOTES ?

 

 Fornecendo maçã, verdura, pão umedecido e sementes fervidas ou germinadas."

 

 O tema é polêmico,

 

Stênio Ferreira.

 

 

 

 A respeito da descoberta do Sr. I. Bellver sobre a água na alimentação dos ninhengos. É preciso que se esclareça alguns aspectos em relação à deglutição de líquidos nos pássaros.

         Sabemos que a cavidade bucal dos pássaros é conectada ao aparelho digestivo através da Faringe e ao aparelho respiratório através da Laringe.

É importante observar que tanto a Faringe como a Laringe estão conectadas a boca dos pássaros, possuindo “Vias distintas” com função também distinta.

A Faringe liga a Cavidade Bucal ao Esôfago e este por sua vez ao Papo.

A Laringe liga a Cavidade Bucal a Traquéia e esta liga aos Pulmões.

        É preciso ressaltar que os líquidos e alimentos devem ser conduzidos pelo Esôfago e o ar da respiração pela Laringe. Esta seletividade das vias é feita pela Deglutição.

         Especial cuidado teve-se ter ao "gotejar no bico" de um pássaro qualquer tipo de líquido, ou mesmo alimentação “mole” via de regra não ocorre à deglutição, sendo o liquido conduzido aos Pulmões pela traquéia provocando uma intensa dispnéia com um abrir e fechar de bico, que mata o pássaro em poucos minutos por inundação pulmonar.

         É necessário que ao se constatar a necessidade de ministrar líquidos aos pássaros, se faça de forma adequada, gotejando sobre a linha de comissura do bico, com este fechado e aguardando a deglutição do mesmo, para em seguida ministrar uma segunda gota. Usa-se também um “Cotonete” embebido no líquido que se quer ministrar, para que o pássaro o “Belisque” com o bico, espremendo no interior do mesmo o líquido contido no algodão. Em ambos os casos é fundamental que ocorra a deglutição pelos motivos aqui citados.

         Fica aqui este alerta aos companheiros iniciantes.

Nunca gotejem líquidos no interior do bico de um pássaro. 

 

 

Gilson-BA.

Apesar da recorrência do tema ainda sabemos muito pouco sobre  ele. Acreditamos que as causas da mortalidade dos ninhengos diferem entre as diversas espécies. No caso do Curió, chamamos a atenção ao fato de que os embriões saem do ovo num estagio de desenvolvimento incompleto, "prematuros". Neste estagio, o único sistema vital que funciona plenamente é o digestivo, pois tem a função de nutri-los, portanto já se encontra em funcionamento muito antes da eclosão. O sistema digestivo entra em funcionamento ainda no interior do ovo e consome uma primeira parte do “Vitelo” (protoplasma de reserva do óvulo). A segunda parte é consumida pelo ninhengo nas próximas 24 horas que precede a eclosão. Observe que este processo é movido pelo calor das fêmeas e se faz necessário que esta continue a choca-los por um período de pelo menos mais oito a dez horas, caso contrário, os filhotes esfriam e não pedem o alimento, sendo atirados fora do ninho pela mãe, que pode faze-lo com o filhote ainda vivo. Este esfriamento é a primeira causa de mortalidade dos ninhengos e ocorre algumas horas após a eclosão. A segunda causa que tenho observado, consiste no fato da fêmea não trata-los convenientemente. Esgotadas as reservas nutricionais (24 horas) a fêmea por inabilidade, ou inadequação dos alimentos colocados a sua disposição não trata ou trata mal, resultando na famosa “Mortalidade do quarto dia”. Na maioria dos casos, são fêmeas noviças, más tratadeiras, ou mesmo, fêmeas inadaptadas a tratar com a alimentação disponibilizada na gaiola. Estas são as causas principais de mortalidade observada por nós nos ninhengos, pois em sua grande maioria os que ultrapassam o quarto dia de vida dificilmente morrerão.

Aspectos ligados à subnutrição de um dos filhotes por competitividade alimentar (tendo em vista o espaço de tempo entre as eclosões dos ovos), é outra causa importante de mortalidade de um dos ninhengos. Patologias entre os ninhengos tem se constituido em raridade. A presença de fungos “Sapinho” pode ser evitada com o uso da Nistatina, e está ligada as condições sanitárias.

Estas questões são as mais observadas aqui em nossa criação, saliento que filhotes com azas brancas pela falta de proteína e uso excessivo de Capim Navalha na alimentação, bem como, diarréias alimentares pelo uso de alimentação estragada, são casos de pouca expressão. Esta é a minha opinião.

 

Gilson-BA.