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Peito Seco, o que é isso afinal?
 
Peito Seco”, “Peito Faca” ou “Peito em Quilha” são diferentes denominações populares que descrevem o quadro de Emaciação ou Caquexia, situação de debilidade relativamente comum entre os pássaros. Trata-se não de uma doença, mas de um quadro de queda da imunidade do pássaro e conseqüente instalação de uma infecção crônica. Há diminuição do apetite e do aproveitamento dos alimentos, o que leva à queda nas reservas de gordura. O pássaro passa então a utilizar a reserva das proteínas musculares, com atrofia dos músculos peitorais e conseqüente pronunciamento do osso esterno ou “quilha”, daí a denominação “Peito Seco”.

Várias são as possíveis causas para a ocorrência do “Peito Seco”, como infecções bacterianas, fúngicas ou parasitárias, além de causas nutricionais e físicas. Em geral as causas não são únicas, mas há um conjunto delas levando à instalação do quadro. Também contribuem fatores ambientais como manejo inadequado ou estresse a que são submetidos os pássaros nas trocas de ambiente e transporte, ou ainda nos períodos de reprodução e muda de penas. Cuidados com a higiene, diminuição das chances de estresse e adequada alimentação são
práticas que ajudam a evitar o surgimento do problema.


 
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Extraído do informativo Alcon News 4, edição especial sobre a linha Alcon Club/ Labcon Club.
Daniella Burattini e Rodrigo Barreto
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Publicado por adminem 01 Jul 2008 | sob: Saúde e Veterinária

PEITO SECO

A emaciação (ou caquexia) é conhecida por muitos como “peitoseco”, “peito em quilha”, ou “peito faca”. Ao contrário do quemuitos acreditam ser uma doença, a emaciação é, na verdade, sinalmarcante decorrente de infecção crônica, relacionada com a queda da imunidade da ave.
A caquexia é caracterizada por uma perda da musculatura peitoral e uma protusão do osso externo, também chamado de quilha. A ave apresenta uma fraqueza progressiva, mal-estar, perda de apetite e desgaste geral; conseqüentemente, há diminuição do apetite e há redução do aproveitamento dos alimentos, levando a quedas nas reservas de gordura da ave, que passa então, a aproveitar-se da única reserva que lhe resta, as proteínas musculares, principalmente as
proteínas da musculatura peitoral, que é a maior.
São várias as causas, sinais e sintomas que caracterizam esta síndrome. Mas geralmente observa-se com certa freqüência a “diarréia branca”, que na verdade não é uma diarréia e sim um excesso de urina (poliúria) e de uratos (poliuratos). As principais causas observadas são: bacterianas (incluindo bactérias gram-negativas e gram- positivas), clamidioses, fúngicas, endoparasitárias, metabólicas, nutricionais, tóxicas, físicas, neoplásicas e síndrome de dilatação proventricular (SDP), entre outras. Para um tratamento correto é preciso diagnosticar a infecção bacteriológica, devemos averiguar: qual é a bactéria causadora e qual é o antibiótico recomendado?
São vários os responsáveis pela Emaciação, entre eles estão: Mycobacterium, megabactérias, Chlamydia psittaci, Aspergillus, coccídios, trichomonas, peritonite crônica, inanição, intoxicação por chumbo, lesões orais e anormalidades do bico.
Nos canários e fringilídeos incluem-se como principais causas as megabactérias, candidíase endoventricular, peritonite crônica, inanição, micobacteriose ou infecção por Cocholosoma. Em tucanos, temos a hemocromatose e diabetes melito. As causas comuns em pequenos psitacídeos são condidíase, peritonite crônica, inanição e girardíase. As aves jovens, de modo geral, sofrem de candidíase, SDP, clamidiose e inanição. Conhecer o plantel, seu manejo, alimentação, atividade de postura, a história clínica do plantel e da(s) ave(s) irá ajudar a direcionar o diagnóstico. Por exemplo, aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente doentes devido a infecções fúngicas, problemas metabólicos ou nutricionais; Aves recém-expostas a outras aves adoecem por causa de doenças infecciosas, clamidioses e isoladas também ocorrem em situações de grupo.
Causas tóxicas e infecciosas podem ser a etiologia quando muitas aves são afetadas. Fatores ambientais também contribuem, devido ao estresse a que as aves são submetidas. Uma mudança de ambiente, um campeonato, uma feira de exposição, erros na prática de manejo e de higiene, podem levar ao estresse, responsável pelo aumento da suscetibilidade a doenças bacterianas e fúngicas. Portanto, concluímos que não existe apenas uma causa para a “doença do peito seco” e sim um complexo de fatores e mecanismos que devem ser definidos para que possa ser tratada de forma correta e rápida. Quando ocorre o consumo de proteína muscular, estamos diante de um quadro terminal difícil de ser revertido. Para tanto, dependemos do estado geral da ave, da patologia instalada, da eliminação da causa, das possibilidades de se realizar testes laboratoriais e da dedicação do tratados, medicando-a nas horas certas e alimentando-a com sonda, quando necessário. O tratamento é satisfatória quando realizado corretamente e aplicado logo ao serem observados os primeiros sintomas; caso contrário, ele se torna perigoso, principalmente se não forem detectadas as causas do problema. Ao se medicar a ave com uma medicação indicada para peito seco, mas não especifica para a causa que está instalada, poderá atrasar o tratamento correto e provocar alterações na flora bacteriana normal da ave, piorando o quadro geral. Por isso muitas vezes apesar da causa inicial da doença ser única, poderemos ter uma outra infecção instalada, que também precisa ser tratada. Os problemas aqui apresentados podem ser prevenidos, desde que as
aves recebam corretamente o manejo, a alimentação e higiene, além de acompanhamento veterinário periódico. As aves passam por épocas delicadas e estressantes como o início do inverno, época de muda e de reprodução, a participação em concursos, em campeonatos, etc,
necessitando ser bem preparadas para esta fases, evitando assim a queda de sua imunidade e o aparecimento de surpresas indesejáveis. A alimentação é outro fator de extrema importância, os problemas nutricionais são vários, mas é um tema abrangente e que merece ser abordado em outro ocasião. Mas lembrem-se, o correto armazenamento de alimentos é fundamental para manutenção de uma boa alimentação.

Revista UCSJRP - junho 2001
Arquivo editado em 09/09/
2001